MUDANÇA DE PLANOS!!!
MIGRAMOS PARA O NA SELVA. A PARTIR DE AGORA O BLOG DIMENTI EM PROCESSO ENCONTRA-SE NO SEGUINTE ENDEREÇO: http://www.naselva.com/dimenti/
CONTINUEM CONFERINDO!!!
ADEUS ZIP.NET...
ATÉ BREVE OUTRAS PESSOAS!!!
Escrito por Paula Lice às 02h55
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DO JUNTOS E SUAS CORRIDAS...
Já que a contemporaneidade nos ensinou a não sermos lineares, vou saltar um pouco os acontecimentos, e voltar, e pular, e voltar. Não posso deixar de comentar com urgência o lançamento do nosso projeto. O Dimenti – Interação e Conectividade bombou total! Estávamos meio apreensivos por causa de nossa corrida divulgação, mas tudo aconteceu belo e surpreendente. A mesa redonda, da segunda-feira, “O Equilibrista”, sobre linguagem desenvolvida em grupo teve uma média de público boa, senti uma boa recepção à proposta, um tanto incomum em nossas bandas. O tempo de fala, o tempo das respostas, das colocações do público precisa ser revisto, revisões de primeira viagem. Tempo no sentido de timing. No dia da apresentação de Chá de Cogumelo, em que diga-se de passagem previmos gravar o DVD, tivemos vários contratempos. A bruxa estava solta! Dizia-se que era por causa da data: 06/06/06! Objetos de cena espalhados, sumiços misteriosos e pra completar Osório, nosso Zofinho querido, torceu o pé duas horas antes da apresentação. Cancela? Jorge substitui? Socorro! Bem, Osório correu (? - ops) pro COT, nós corremos atrás de soluções. Adiar significa custo, mas Zofinho significa mais. Resultado: Zofi tomou uma bomba e adquiriu um imobilizador pro pé que combinava justinho com o coturno de Chá! Corremos nós para apresentar a peça! Foi então que começou a saga das senhas (bom nome para um filme (?)). A pobre Ellen, produtora e operadora de luz, adquiriu trezentos e cinqüenta e sete cabelos brancos. Tumulto! Protestos! Nomes de baixo calão! Cambistas tentando vender senhas para um evento gratuito! Solução: Super Kátia Najara (administradora da Sala do Coro e portadora de um Homer Simpson fantástico na saia) correndo em busca de assentos e organização para que todos pudessem ser contemplados! Babado! Sossego foi mesmo na quarta e na quinta... Após o barulho, o silêncio! Nossa! A oficina do Grial foi só delícia. Tivemos pouquíssimas evasões, compensadas pela lista de espera. Cleber e Emerson, queridíssimos, botaram a galera pra suar e queimar os pés com o cavalo marinho que o grupo pernambucano experimenta! Encerramos o ultimo dia, todos, Dimenti, Grial e o povo da oficina, conversando sobre a importância de tudo aquilo, os olhos brilhando, aquela sensação de não sair igual ao que entrou. Ainda na quinta oferecemos um jantar para o Grial, a enfim possibilidade de troca, de palavrear um pouco sobre as experiências todas vividas. Uma despedida com promessa de novo encontro. Certamente! Ontem quando nos reunimos para avaliar a primeira etapa do projeto desse ano, a sensação de satisfação era imensa. Mesmo com o pezinho roxo do meu Osorinho. Conversamos, conversamos, conversamos: muito boa essa sensação de casa. Cá de dentro vem orgulho, cansaço, alegria, noite mal dormida, satisfação, alívio: sensações de lema vivido e acreditado. Parece piegas, mas juntos é mesmo mais fácil!
Escrito por Paula Lice às 00h44
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AI AI AI AI AI
Ando meio atrasadinha com os posts. Desde que comecei a escrever, muitas coisas já aconteceram. Vou ter que correr e pegar o buzú andando. Isso se não tiver greve! Enquanto programávamos as aulas que gostarÃamos de ter, pensando em nomes para conduzir e nomes para participarem junto com a gente, resolvemos fazer algumas aulas internas. Daniel aquece, eu passo uns joguinhos de improviso, Van dá uma aulinha de corpo: emoção a custo zero. E a gente vai trocando... Pois bem. Férias enferrujam. É o que posso dizer. Dos movimentos lentos e sofridos sugeridos por Dan Moura à técnica de dança moderna implacável de Van, só se ouvia barulho de ossos estalando e gritos de pavor. A própria Vanessa finalizava seus movimentos com o fatÃdico: volta, a cabeça por último, ai ai ai ai ai! Hilário: subir a ladeira Lapa/ Xisto não cansa tanto como o ai ai ai de Vanga! Com o módulo de improviso que dei (Salve, Celso!) não foi muito diferente. Vai a gente pensar que teatro exige menos abdome! Tentamos por dois dias: enferrujadÃssimos! Creio que de tanto desconstruir, fazer uma cena com começo, meio e fim tornou-se o desafio! Desacertos de tempo de cena, dificuldades de cumprir as regrinhas propostas. E a cara de pau de sempre! Tombos, tropeços, risadas, corpo enferrujado, corpo ativo, bom mesmo é se jogar! A novidade é que agora podemos fazer tudo isso com espaço. Começamos a ensaiar regularmente no Espaço Xisto. DelÃcia total! Agora nem posso mais dizer que não faço uma segunda posição de pernas para não atingir o corpo do colega ao lado... ops!
P.S. Não sei o que está acontecendo na postagem! Uma verdadeira repulsa aos acentos! Espero que não prejudique a leitura!
Escrito por Paula Lice às 11h41
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Tudo de novo do novo começo
O post abaixo dá uma boa justificada. Isenção é coisa do passado! Carregamos nas nossas escolhas nossas construções. E viva a ficção nossa de todo dia! Assim, estou livre para exercer do non sense ao açúcar espatifado. Começamos as atividades do Dimenti no Porto da Barra, em janeiro deste ano. Como ainda não era oficial dava até pra ver o pôr-do-sol e chapear nas águas sem ondas, ideais para aqueles que não sabem nadar. Ellen, nossa produtora, apertaria o botão do aparelhinho que dá a ela o poder de a longas distâncias registrar informações do nosso cérebro e, com muita sutileza, acessar o modo choque, se lesse mentalmente o que acabo de escrever. É que, ainda não conseguimos produzir (anote, Ellen!) um dispositivo semelhante ao da producer que nos faça deixar de ser Dimenti no Porto da Barra. É até meio patético, mas uma realidade. Outro dia caminhando estava eu, quando alguém falou do meu lado: Dimenti?!. Ao que respondi, como boa baiana: oxe! Acrescentando: é uma senha? Vejam, não quero aqui me colocar na mesma posição dos amigos recém ingressos na Rede Globo de Televisão (Beijão, Fabris!). Não, não, este não é o foco. O foco é que por mais que a identidade seja um peido (desculpe, Jorge: um espirro!), no Porto ou no corredor, ou na peça fora do Dimenti, sou reconhecida, melhor, identificada as Dimenti. E assim também acontece internamente no Porto ou no cinema de domingo, de modos que a roda gira em torno do meu fim de semana e o meu fim de semana gira em torno da roda (Sem metáforas, pessoal! Aquela roda que a gente faz depois de improvisar horrores: para chorar, entender que diabos aconteceu, discutir relação. A coisa do processo!). Entretanto, por mais que conversássemos no Porto, estávamos de férias. Vou até frizar esse luxo: férias, porque é palavra rara nesses oito anos de encontros (e vale lembrar que no ano passado realizamos o Circuito Dimenti – a coisa mais trabalhosa, cansativa e gratificantemente linda que já fiz na vida!). Parecia até cargo de carteira assinada, três meses inteiros de férias. Entretanto 2, férias para nós interpretes. Lamentavelmente (?), a producer e o director não puderam sorver tanto quanto nós desse luxo. Como diria Ellen, se fosse eu, o bonde tem que andar. E, paralelo aos banhos de mar sem onda, foi articulado o Projeto Dimenti Interação e Conectividade. Logo no primeiro dia de encontro oficial, início de abril, conversamos sobre a inscrição do projeto no edital da Funarte. Um projeto mega-ne-hu, envolvendo fomento ao trabalho em grupo. Grupos convidados do Nordeste e o escambau! Trabalho pra dar e vender. Graças a Tia Candoca (entidade que nos orienta desde O Alienista!)! Após o baque de uma proposta ósada como esta, começamos a nos reorganizar e pensar na condução deste ano (vale ressaltar que o ano seria dedicado ao processo de Batata, nosso próximo espetáculo sobre o universo de Nelson Rodrigues!). Agora já sabemos, com as graças de Tia Candoca, que fomos contemplados com o Funarte. Um dia ainda obrigo Jorgellen, a entidade diretora/produtora, a expor os projetos que criam. São bonitos mesmo, sem demagogia (sim, sei, sou suspeita!)! Nessa altura também já quebramos a cabeça com cronogramas reais e fictícios, problemas de excesso de demandas e escassez de mão-de-obra, repensamos como encaixar Batata em nossos planos neste ano, e tudo só está começando. Por hora, decidimos que, paralelo aos trabalhos de produção e enquanto não estamos ensaiando o repertório para o Dimenti Interação e Conectividade (ah! O Dimenti, enquanto empresa, agora se assume também como produtora, ou seja trabalhos outros com a assinatura Dimenti poderão não dizer respeito ao grupo!), vamos fazer aulas. A fase é exata essa: encontros, conversas, decisões, produções, fechamento de pauta, contato com os grupos do nordeste, pepinos e aulas. Estamos pleiteando capoeira, canto, algo de teatro esporte. Eu sugeri Meditação Transcendental no Capão. Só Lia concordou. Esses urbanomentis (perdoem, sou dada a trocadilhos infames!)! Vamos ver o que conseguiremos!
That’s (finally) all folks!
Escrito por Paula Lice às 02h03
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JUSTIFY MY LOVE
Estou guardando um título para quando tiver coragem de publicar um livro. Sugeri ao Dimenti a criação desse espaço na condição de ser um sempre meio. Uma ponte para quem desejar se saber entre palavras parciais. Registro de um processo de um ano por uma pessoa de dentro. Já me disseram que falar do outro é de alguma forma falar de si mesmo. Sempre, com convicção. Mesmo nas matemáticas. Então, assento aqui nesse meio como na terceira margem do rio. O livro ficará para bem mais tarde, encerrando idéias talvez mais palpáveis que na virtualidade. Mas não tão abertas a outros olhares, a outras interferências, sem a possibilidade de revisão e reescrita imediata. Sem a alegria de ser sempre processo.
Sejam bem-vindos a este meio! Para trocar, dividir, (con)versar. Para novas pontes, comunicações, criações. Para amigos, curiosos e transeuntes. E viva o processo!
Saudações!
Escrito por Paula Lice às 01h58
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